Queluz, 09 de Outubro de
2005
Meu nobre e querido
amigo:
Aqui me tens a
enviar-te as palavras que te prometi, para a tua página CAMINHOS
PARA A LUZ.
Ainda que um pouco
tardiamente, diga-se em abono da verdade, elas jamais perderiam o
cunho da minha sinceridade e muito menos a oportunidade de serem
escritas.
Começo por
dizer-te que leio e absorvo, com interesse notório, o doce encanto
que transporta o meu espírito para fora das realidades truculentas
deste mundo materialista, de todas as vezes que, por via das
actualizações que implementas em CAMINHOS PARA A
LUZ, convidas os teus leitores habituais a delas tomarem
conhecimento.


Quis a sorte que
eu fosse um deles!
Naturalmente que,
nessas alturas, a minha sensibilidade enriquece-se, como
consequência, em linha recta, da viveza das imagens que por ali
abundam, ficando-me sensações visuais e auditivas de uma penetrante
beleza e formosura.
Sem pretender
fantasiar, sem utilizar, deliberada e conscientemente, uma geometria
de palavras irrealistas, não sentidas, por conseguinte, insinceras,
cingindo-me tão somente à minha forma de expressão pessoal, de
concretização e exposição de ideias, de sentimentos e de estímulos,
as tuas mensagens destilam uma imaginação criadora, que traduz
indubitavelmente a tua alma de artista e de um crente convicto e
fervoroso.
Uma coisa eu
aprendi nos manuais da poesia:
ser artista, é
ser-se capaz de viver, com sentimento intenso, tudo aquilo que a
vida para nós desenrola, ao contactar os nossos sentidos, produzindo
vibrações no mecanismo sensorial de quem realmente as aprecia
contemplativamente.
Em bom rigor, elas
(tuas mensagens) revestem-se de comunicabilidade, encontrando eco em
quem as lê, em arranjos expressivos, envoltos em musicalidade e
crença.
Os ensinamentos de
Cristo onipotente, constituem um foco permanente, que se projecta
sob formas variadas. Cristo regendo o Universo, nele estando
presente, regulando os equilíbrios e as derrocadas, de Si
desentranhando benesses.
Que Jesus Cristo
continue a iluminar-te, por forma a que aquilo que revelas aos
homens, siga sendo uma PRECE, prece de
vida,
vida que se
dá,
luz,
um
bálsamo,
num franco
despontar,
na coerência dum
fim.
oOo
Que misture o vento com as
brisas suaves,
que abra os centros de
essências,
que projecte os olhos nos
céus,
que dê almas aos corpos
dos pagãos insaciados.
Li algures num
livro uma frase, cujo conteúdo despertou a minha atenção e que reza
pouco mais ou menos assim, se a memória não me
atraiçoa:
“Toda a arte é
composta de dois elementos integrantes, a saber, o real e o ideal. Para que a
marca do real fique na arte, torna-se necessário viver; para lhe
incutir a luz do idealismo, é preciso sonhar, haverá que
meditar”.
As tuas mensagens,
a tua arte, a tua corrente de pensamento, contêm fórmulas de
diálogo, de transmissão, são reflexões, não pretendendo nada mais do
que ser realmente autênticas em si mesmas, sendo este, de facto, o
seu grande valor e mérito.
Que Deus continue
a iluminar os teus olhos e que sobre ti derrame as maiores bênçãos
do Céu.
Um abraço forte e
são,